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Luís Graça

Luís Graça

Portugal

2011

Lurdes Macedo

Entrevistas

Línguas

“Eu fico muito triste por o português ser falado ainda, estima-se que apenas em 5% da Guiné, comparativamente com Angola é muito pouco. Eu recordo-me do Nino antes de ser assassinado, a primeira coisa que ele nos pediu numa entrevista que nos deu no dia 7 de Março de 2008, foi mandem para cá professores portugueses, mandem-nos para cá que a gente precisa urgentemente. Ele tinha consciência, a elite guineense tinha essa consciência da importância do português na coesão”.

 

“Eu tenho muito orgulho no português, na língua portuguesa, acho que é uma língua muito bonita, também escrevo noutras línguas, mas é a minha língua mãe, não conseguia traduzir muitas coisas, sentimentos a não ser na minha língua mãe. Depois acho que sim, que para além de termos belíssimos escritores, belíssima poesia, de todos os tempos, belíssima poesia de outros países lusófonos, e escritores, portanto, gosto muito de literatura africana”.

 

Luís Graça, autor do blogue Luís Graça e Camaradas da Guiné, Portugal

Entrevista concedida no âmbito do projeto de investigação: “Narrativas Identitárias e Memória Social: a (re)construção da lusofonia em contextos interculturais”, financiado pela FCT (PTDC/CCI-COM/105100/2008