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Agora sinto-me angolano

Agora sinto-me angolano

Angola

2011

Luís Cunha

Entrevista

Identidades

“Da mesma forma que eu cresci em Angola e senti-me sempre angolano, hoje não me sinto santomense, muitas vezes tenho dificuldade até de… quando aparece algum santomense tenho dificuldade em enquadrar-me como um santomense em termos de vivências, porque sinto que não tenho nada de santomense, agora sinto-me angolano, porque cresci em Angola, forçosamente os meus filhos hão-se sentir-se portugueses. Espero que eles preservem sempre as raízes, aliás, muitas vezes essa dualidade tem vantagens, bebermos de duas culturas diferentes, às vezes representa uma mais-valia”.

 

Paulo, natural de São Tomé e Príncipe, cresceu em Angola, 51 anos

Entrevista concedida no âmbito do projeto de investigação: “Narrativas Identitárias e Memória Social: a (re)construção da lusofonia em contextos interculturais”, financiado pela FCT (PTDC/CCI-COM/105100/2008)

 

Autoria da imagem: Vano (uso livre)