Webinar “Verso e Reverso: Releitura e reinvenção a partir da obra de Luís de Camões “

Para assinalar o Dia de Camões (10 de junho), o Museu Virtual da Lusofonia (Universidade do Minho) e o CICANT (Universidade Lusófona) promovem o webinar “Verso e Reverso: Releitura e reinvenção a partir da obra de Luís de Camões”, que terá lugar no próximo dia 18 de junho, pelas 17h00 (hora de Portugal), através da plataforma zoom, no link https://videoconf-colibri.zoom.us/j/8102785007

O evento contará com as intervenções de Lurdes Macedo da Universidade Lusófona (Portugal) e da convidada especial Maria-Benedita Basto da Universidade Sorbonne (França). A moderação estará a cargo de Isabel Macedo (Universidade do Minho).

O webinar abrirá com uma breve análise de Lurdes Macedo à visita de Jorge de Sena a Moçambique, em 1972, entendida como um ato de contestação ao colonialismo e de proposta para a releitura de Camões, para dar a palavra a Maria-Benedita Basto que apresentará a obra As Quybyrycas (1972), de Frey Joannes Garabatus, publicada pela primeira vez na então Lourenço Marques. Apresentada como uma “continuação” de Os Lusíadas, de Camões, e centrada na derrota de Alcácer-Quibir, esta obra, com prefácio de Jorge de Sena, é destacada por Maria-Benedita Basto como fundamental para a descolonização do imaginário imperial português.

Maria-Benedita Basto é professora associada do Departamento de Estudos Ibéricos e Latino-Americanos da Universidade Sorbonne, investigadora do CRIMIC e investigadora associada do IMAF/EHESS e do IHC/Nova, em Lisboa. Cruzando história, cinema e literatura do mundo lusófono, o seu trabalho aborda questões coloniais, anticoloniais e pós-coloniais relacionadas com (trans)memórias, memórias íntimas e os usos do arquivo, imaginários imperiais, epistemologias subalternas, lutas de libertação e internacionalismos.

Lurdes Macedo é investigadora integrada do CICANT – Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias da Universidade Lusófona e professora auxiliar na Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto. É doutorada em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação Intercultural, pela Universidade do Minho, tendo realizado pós-doutoramento em Comunicação para o Desenvolvimento na mesma universidade, com estadias em Moçambique entre 2016 e 2018 na Universidade Eduardo Mondlane e na Universidade Politécnica de Maputo. Desde então que investiga a visita de Jorge de Sena a Moçambique, em 1972, e o seu significado enquanto acontecimento antirregime com forte pendor anticololonial.

Isabel Macedo é Investigadora Auxiliar no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho. É doutorada em Estudos Culturais, licenciada, e mestre em Ciências da Educação. A sua investigação atual cruza a comunicação intercultural e perspetivas decoloniais para explorar os desafios das migrações contemporâneas e as representações veiculadas pelo cinema. É cocoordenadora do projeto “Migrações,media e ativismos em língua portuguesa: descolonizar paisagens mediáticas e imaginar futuros alternativos” (FCT, 2022-2026) e diretora do Museu Virtual da Lusofonia, uma plataforma de cooperação académica, em ciência, ensino e artes, no espaço dos países de língua oficial portuguesa.